segunda-feira, 4 de agosto de 2014

FAO e OMS apelam por compromisso político para enfrentar a desnutrição

Foto: ONU
Fonte: fao.org
Mais de 840 milhões de pessoas estão cronicamente subnutridas, números que representam uma redução de apenas 17% desde o início da década de 90. A desnutrição é responsável por cerca de metade de todas as mortes de crianças com menos de cinco anos de idade, perfazendo mais de três milhões de mortes a cada ano.

Os dados são da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que chama os países para discutir a questão na segunda Conferência Internacional sobre Nutrição (ICN2), que será realizada em Roma, no mês de novembro.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Pesquisadora quer repetir no México os mecanismos de reprodução do Pitu da Larvi e Aquiflora

Rosa Martha (no centro) conheceu o trabalho feito na Fazenda Lawrence
 Nesta quarta-feira (30), o Projeto Aquiflora recebeu a visita de Rosa Martha, diretora do departamento de Ciências Biológicas da Universidad Juárez Autónoma de Tabasco (UJAC), México. A pesquisadora veio ao Rio Grande do Norte conhecer o trabalho desenvolvido pela Larvi, Aquiflora e parceiros na reprodução do Camarão Pitu em laboratório.

A pesquisadora foi apresentada ao Núcleo de Reprodução do Camarão Pitu, localizado na Fazenda Lawrence, em Brejinho, acompanhada de Jaqueline Medeiros, líder da equipe Larvi Aquicultura Ltda. Esta é a empresa parceira do Aquiflora e detentora do ciclo completo de reprodução do carcino em laboratório.
Parceria entre UJAC e Aquiflora  foi discutida durante a visita

Após conhecer as instalações do Núcleo, onde os animais se desenvolvem até a idade adulta, a pesquisadora descreveu o interesse no trabalho da Larvi e Aquiflora. Segundo Rosa Martha, há problemas parecidos em Tabasco, pois a Pigua – que é o nome dado ao Pitu no México - também está sob ameaça de extinção em seu país. "A Universidade quer contribuir com a preservação da espécie e há interesse em estabelecermos os mecanismos de reprodução em cativeiro a partir da colaboração do Projeto, com uma troca de tecnologia. Essa visita, sem dúvida ajudará significativamente no trabalho que estamos desenvolvendo lá", disse.

Rosa Martha também ressaltou que a pesquisa com o carcino é um dos principais projetos de sua Universidade, e que tem sido promovido “com empenho direto do reitor que quer desenvolver um pacote tecnológico de cultivo do camarão e repassa-lo ao setor privado, gerador de renda especialmente para pequenos aquicultores”.
Trabalho explicado por pesquisadores da Larvi poderá ser desenvolvida no México

Outro detalhe comentado pela pesquisadora foi a participação da Petrobras no apoio direto aos estudos do camarão pitu no projeto Aquiflora, o que para ela  “chamou atenção pela forma como se dá o patrocínio através de procedimentos desburocratizados e do acompanhamento de perto da execução do projeto”.

Ao final da visita, Rosa Martha afirmou que discutirá a experiência do Aquiflora com o reitor da UJAC para que seja celebrado um convênio de cooperação técnica com o Aquiflora e a Larvi e para que o projeto de reprodução da espécie seja apresentado a uma empresa semelhante à Petrobras no México, que é a Pemex.

Equipe Aquiflora/Lawrence/Larvi e Rosa Martha, representante da UJAC (camiseta laranja)


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Escolas de três municípios do Oeste potiguar ganham versões impressas e digitais de Projetos Políticos Pedagógicos

Equipe da escola municipal 13 de Maio recebe novo PPP
Após meses de trabalho e acompanhamento por parte da equipe Aquiflora, educadores de Upanema, Janduís e Campo Grande estão recebendo em mãos os planos político pedagógicos (PPP) de suas escolas. O PPP é um conjunto de orientações por escrito que define a identidade da escola e indica caminhos para ensinar com qualidade. Documentos que deixaram as gavetas em três escolas para ganhar lugar cativo nas reuniões e ações de ensino, com um empurrãozinho nosso!

Unidos pela educação: Maria Marilene, diretora da Escola Municipal 13 de Maio; José Salim, coordenador do projeto Aquiflora; Leonilde Sobral Dantas, secretária de educação de Upanema e Eny Souto, pedagoga do Aquiflora
O Aquiflora tem como um de seus principais pilares a educação, como ferramenta para a preservação do meio ambiente e a conservação de espécies nativas do sertão potiguar. "Ao começar a trabalhar junto a algumas instituições, percebemos que essas diretrizes estavam engavetadas e desatualizadas. Então, logo vimos a necessidade de trabalhar a partir da base, propondo inclusive atenção às atividades ligadas à educação ambiental", explica o coordenador do Aquiflora José Salim.

A dinâmica para atualização dos PPPs foi aplicada pelas educadoras Mirian Farkatt e Eny Souto, que fazem parte da equipe técnica Aquiflora, através da Agência Brasileira de Desenvolvimento Sócioambiental (ABDA). Os seminários e reuniões incluíram, além de professores e direção das escolas, supervisores, coordenadores e equipe de apoio. Através de um programa especialmente montado e um conjunto apostilas formulado pelo Aquiflora, os participantes tiveram acesso a informações e metodologias mais atuais.

Ao todo, foram mais de 170 professores e gestores envolvidos nos municípios em 30 oficinas realizadas para construção e revisão dos documentos finais (PPP). Equipes de Triunfo Potiguar também participaram do processo, mas continuam em atualização das suas diretrizes.

NOVOS HORIZONTES EM PALHEIROS

Consumo interno: horta orgânica montada pela escola e mantida
com ajuda dos alunos e da própria comunidade
A comunidade de Palheiros III fica distante cerca de 30km do centro de Upanema. O acesso é dificil, trilhado por estradas de barro. Caminho longo e duro, especialmente quando chove. Mas o trajeto não desanima os professores da Escola Municipal 13 de Maio, que formam uma das equipes mais ativas em contato com o Aquiflora. No último dia 15 eles foram os primeiros a receber o PPP confeccionado em formato de livro e cópias em formato digital.

Wedson e Wemerson. Centrados nas aulas e longe de confusões após envolvimento na horta orgânica da escola 

A diretora da escola, Maria Marilene, disse estar empolgada com os resultados, e as mudanças no dia a dia da instituição de ensino. "Já estamos aplicando outras formas de ensinar que estimulam a curiosidade dos alunos, inclusive fora da sala de aula. Atualmente, temos um projeto de horta escolar que vem crescendo e contando com a participação de todos", explicou. As ações são incentivadas pela secretária de educação do município, Leonilde Sobral.

As próximas entregas de PPP estão programadas para os dias 7 de agosto em Janduís e no dia 8 em Campo Grande.

Texto e fotos: Riccardo Carvalho - Jornalista profissional - MTE: 1.616 SRTE/RN.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Agricultura familiar foi subestimada, adverte ONU

Fonte: Exame

Andre Felipe/Getty Images
Cidade do México - A agricultura familiar foi subestimada na América Latina, onde as unidades agrícolas de pequena escala ocupam quase 35% do total da área cultivada, afirmou nesta quinta-feira o presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Kanayo Nwanze.

Nwanze disse em entrevista à Agência Efe que a conclusão geral do estudo "Agricultura Familiar na América Latina", apresentado hoje na Cidade do México, é que o papel desta atividade é muito importante no desenvolvimento nacional.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Aquiflora cumpre agenda no médio Oeste e grava cenas e entrevistas para novo documentário

José Salim (esq), José Francisco e Grimaldo Gondim
O projeto Aquiflora cumpriu agenda no último sábado e domingo (5 e 6/7) pelo médio Oeste potiguar. O coordenador do projeto José Salim foi um dos convidados para um encontro com cerca de 300 pescadores cadastrados pela colônia de pesca de Campo Grande (Z-53). No evento, foram discutidos benefícios da categoria, legislação e, claro, meio ambiente. A equipe em campo também captou novas imagens para o próximo documentário, que tem como tema a flora sertaneja.

Durante o encontro em Campo Grande estiveram presentes, além do coordenador do Aquiflora José Salim; o presidente da colônia de pesca Z-53, Grimaldo Gondim; Abraão Lincoln Júnior, superintendente federal do Ministério da Pesca e Aquicultura no RN; e o presidente da Colônia de Pescadores Z-52 de Upanema, José Francisco dos Santos, entre outras lideranças. Juntos, eles discutiram melhorias para a categoria.
Equipe Aquiflora percorreu algumas áreas registrando espécies da flora para o seu novo documentário
Além de Campo Grande, a equipe Aquiflora também esteve em Upanema para visita à área da estação ecológica, onde é mantido um bosque com mudas de árvores nativas e sementes para plantio no próximo período de chuvas. "Já fizemos doações de mudas, sementes e continuamos realizando um trabalho junto a proprietários rurais da região no sentido de manter áreas verdes. Esse trabalho é tão importante e eficaz quanto reflorestar, e com resultados imediatos", explicou o coordenador José Salim.

Área irrigada do bosque mantido pelo Aquiflora para replantio em época de chuvas.  
Vídeos do projeto já podem ser encontrados no canal oficial do Aquiflora no Youtube, pelo endereço youtube.com/aquiflora. Nos próximos dias, também será lançado um novo website completamente reformulado, com espaço multimídia e de interação com os internautas.

Mariquita (Parulla pitiayumi). Fauna nativa do sertão.

Texto e fotos: Riccardo Carvalho - Jornalista profissional - MTE: 1.616 SRTE/RN.



terça-feira, 24 de junho de 2014

Alerta no sertão: Tatu Bola pode desaparecer nos próximos 25 anos, afirma membro da Associação Caatinga

Tatu-bola se defende de predadores enrolando seu corpo
Fonte: G1
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente deve anunciar em novembro deste ano a piora na classificação do status de conservação do tatu-bola, que passará de “vulnerável” para “em perigo” – uma categoria mais grave e que alerta para a necessidade de mais políticas públicas para preservação da espécie.

A mudança ocorre após cientistas calcularem que entre 2002 e 2012 houve redução de 30% do total de exemplares desta espécie, distribuídos entre os biomas Caatinga e Cerrado. Ainda não se sabe o tamanho da população existente no país, pois são necessários mais estudos para se chegar a esse dado.

A espécie foi escolhida pela Fifa para ser o mascote oficial da Copa do Mundo de 2014, batizado de Fuleco. O nome, escolhido pelo público, mistura as palavras futebol + ecologia. Porém, segundo organizações ambientais, a intenção inicial do órgão máximo do futebol mundial de promover a preservação da espécie ao torná-la um dos símbolos da Copa teria sido deixada de lado.

“Não há uma interlocução simples com a entidade, que parece não ter interesse de se envolver em questões do país-sede. Houve muitas críticas da mídia internacional sobre a exploração comercial do tatu-bola sem nenhum retorno para conservação da espécie. Não é justo para a sociedade brasileira”, disse Rodrigo Castro, secretário-executivo da Associação Caatinga, organização não-governamental que sugeriu a escolha desse tatu para mascote.

Castro sugere que uma das provas da não importância dada ao tatu-bola ocorreu no último dia 12, quando o mascote não apareceu na cerimônia de abertura, realizada na Arena Corinthians, em São Paulo.

'Oferta insuficiente'
O porta-voz da Associação Caatinga afirma que, na última semana, um representante da Fifa entrou em contato com a ONG para propor uma doação. Segundo ele, a verba foi recusada por ser insuficiente à realização de trabalhos de pesquisa e conservação da espécie.
O valor exato não foi divulgado, mas, segundo Castro, equivalia a pouco menos de 5% do investimento total necessário para executar o Plano de Ação Nacional do Tatu-bola, criado pelo Ministério do Meio Ambiente para reverter a mortalidade de espécimes. O montante exigido para este plano é de R$ 6,2 milhões, distribuídos em cinco anos.

Se nada for feito agora, Rodrigo Castro afirma que o tatu-bola pode desaparecer da natureza em até 25 anos. Devido a isso, foi lançado em maio o Plano de Ação Nacional do Tatu-bola, que tem o objetivo de aumentar a população deste animal em cinco anos. Segundo Ugo Vercillo, coordenador-geral de manejo para conservação do ICMBio, entre as ações de preservação estão previstas o retorno do monitoramento anual do desmatamento da Caatinga e o aumento da fiscalização contra a caça.

domingo, 22 de junho de 2014

Plantas nativas do sertão brasileiro podem ser peças-chave em pesquisas e ajudar nos impactos de mudanças climáticas

Umbuzeiro: uma das espécies resistentes à seca
A seriguela e o umbuzeiro, árvores comuns do Semiárido nordestino, e a sucupira-preta, do Cerrado, fazem parte de um grupo de plantas brasileiras que poderão desempenhar um papel importante para a agricultura no enfrentamento das consequências das mudanças climáticas. Elas estão entre as espécies do país com grande capacidade adaptativa, tolerantes à escassez hídrica e a temperaturas elevadas.

De acordo com Eduardo Assad, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estudo do genoma dessas espécies pode ajudar a tornar culturas como soja, milho, arroz e feijão tão resistentes quanto elas aos extremos climáticos. Assad foi um dos palestrantes no quarto encontro do Ciclo de Conferências 2014 do programa BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 22 de maio, em São Paulo.

Pesquisadores Eduardo Assad e Hilton Silveira Pinto
“O Cerrado já foi muito mais quente e seco e árvores como pau-terra, pequi e faveiro, além da sucupira-preta, sobreviveram. Precisamos estudar o genoma dessas árvores, identificar e isolar os genes que as tornam tão adaptáveis. Isso pode significar, um dia, a chance de melhorar geneticamente culturas como soja e milho, tornando-as igualmente resistentes”, disse. "Não é fácil, mas precisamos começar."

Assad destaca que o Brasil é líder em espécies resistentes. “O maior armazém do mundo de genes tolerantes ao aquecimento global está aqui, no Cerrado e no Semiárido Nordestino”, disse em sua palestra O impacto potencial das mudanças climáticas na agricultura.

Os modelos de pesquisa realizados pela Embrapa, muitos deles feitos em colaboração com instituições de outros 40 países, apontam que a redução de produtividade de culturas como milho, soja e arroz decorrente das mudanças climáticas deve se acentuar nas próximas décadas. “Isso vale para as variedades genéticas atuais. Uma das soluções é buscar genes alternativos para trabalhar com melhoramento”, disse Assad.

Fonte: Agência Fapesp