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domingo, 19 de janeiro de 2014

Aquiflora estimula com sucesso desova de espécies nativas de peixes do sertão potiguar em cativeiro

Engenheiro Odilon Araújo coordena seleção de
machos e fêmeas matrizes para reprodução
Às 5h da manhã do último sábado (18/1) o clima era de muita expectativa na fazenda de produção de alevinos Lawrence, em Brejinho - município distante 48km de Natal. Acompanhado pela equipe do local e do gerente Elias Miguel, o engenheiro de pesca e pesquisador Odilon Araújo aguardava ansiosamente os primeiros sinais de perseguição de um macho às fêmeas de Curimatã (Prochilodus cearencis) colocados em um dos tanques da estação. É o sinal de que os animais estão prontos. Minutos depois, a movimentação começa. Então, gentilmente, a equipe recolhe e extrai mais de 200 mil ovos de cada uma das quatro fêmeas.

Na sequência, é a vez da retirada do sêmem do macho. Misturados os fluidos, é possível observar quase que instantâneamene a fecundação. O processo é repetido no tanque dos Piaus (Leporinus piau), também com sucesso. A partir daí, comemoração geral. A sistematização do processo vai garantir o povoamento da barragem de Umari e outros pequenos reservatórios do RN com espécies nativas que entraram em processo de desaparecimento devido à pesca desordenada.

O processo para estimulação de desova em cativeiro leva pelo menos cinco dias. Primeiro, um macho saudável e algumas fêmeas são recolhidas da natureza e levadas para viveiros. Depois de ovadas as fêmeas são 'aclimatadas' em tanques menores juntas com os machos, que estão prontos para fecundar a qualquer momento. A partir daí, começa o estimulo à desova com a injeção de extratos de hipófise - glândula extraída de peixe e comercializada que tem a função de estimular outras glândulas, inclusive aquelas ligadas à reprodução, como é o caso. São três injeções com intervalo de 9 horas. Depois, é só esperar os sinais de que o macho pretende inseminar. Agitado, ele começa a dar voltas nas fêmeas. Aí é a hora de retirar os ovos manualmente para facilitar e melhoras as chances de sobrevivência no processo.

Equipe extrai ovos de uma fêmea de piau. É importante frisar que o animal não sofre ferimentos no processo. 


Elias Miguel, diretor da Pisc. Lawrence
Devidamente extraídos, os ovos são misturados ao sêmem do macho e recebem uma solução de soro fisiológico. Depois, vão para a água onde rapidamente mostram sinais de que a fecundação foi bem sucedida e vão para as 'incubadoras'. Dentro de 60 a 90 dias estarão prontos para a soltura em ambiente natural. "É um processo trabalhoso e que requer minúcia. Qualquer falha, pode ocasionar a perda dos ovos. Tivemos pleno sucesso nessa etapa e esperamos uma excelente sobrevivência", disse o engenheiro de pesca Odilon Araújo.

De acordo com o diretor da Piscicultura Lawrence, os tanques que receberam os alevinos para crescimento foram tratados de forma diferenciada. Por se tratarem de espécies diferente daquelas desenvolvidas 100% em cativeiro, os piaus e curimatãs não aceitam ração: "Por isso precisamos antes adubar os tanques, para que eles possam se alimentar da própria matéria orgânica", explicou Elias Miguel.

Por: Riccardo Carvalho - Jornalista profissional - MTE: 1.616 SRTE/RN

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Aquiflora discute com o DNOCS expansão de atividades para o sertão

Departamento também reafirmou o apoio para repovoamento de outros 11 açudes comunitários na região de Upanema
 
José Francisco dos Santos e José Salim (à direita) reunidos com equipe técnica do DNOCS
O coordenador do Aquiflora, José Salim, reuniu-se com o presidente da Colônia de Pescadores de Upanema, José Francisco dos Santos e a direção do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) para discutir o peixamento de açudes comunitários que foram prejudicados pela seca de 2012. Durante o encontro, realizado na terça-feira (9), foi discutida também a ampliação da parceria entre o Aquiflora e o Dnocs para o repovoamento de rios e açudes no sertão do Estado.

O trabalho deverá ter como base a produção de alevinos de espécies nativas como a Curimatã e o Piau e de Pitus, na Piscicultura Caicó. A partir de então, os animais poderão ser distribuídos nos açudes da região. O encontro também serviu para o presidente da colônia relatar a distribuição de peixes que foi feita no dia 1º de julho em 31 açudes da região de Upanema.


José Francisco dos Santos aproveitou a oportunidade para agradecer o apoio dado pelo Dnocs no repovoamento dos açudes e solicitou aos representantes do Departamento um novo apoio para distribuição de animais em outros 11 açudes comunitários. O pedido foi atendido prontamente pelo coordenador do DNOCS, José Eduardo. Um novo encontro foi marcado para o dia 5 de agosto, em Upanema, para se discutirem as ações futuras com os pescadores da região.  

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Aquiflora, Dnocs e Colônia de Pescadores promovem peixamento em 31 açudes de Upanema

Foram distribuídos 62 mil alevinos em açudes comunitários e 10 mil peixes de espécies e tamanhos diferentes na barragem de Umari.

Ação beneficia 19 comunidades rurais do município de Upanema
O Projeto Aquiflora, em parceria com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), e a Colônia de Pescadores Z-52, promoveu o peixamento de 31 açudes em 19 comunidades do município de Upanema-RN. A ação que teve como objetivo repor os animais dizimados pela seca de 2012, contou com a participação de 12 pessoas, que distribuíram 62 mil alevinos doados pelo Departamento aos açudes em estado mais crítico. A atividade foi realizada nessa segunda-feira (1).

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Açudes de Upanema receberão 60 mil alevinos

Reunião entre José Salim, Eduardo Alves Wanderley e José dos Santos

O coordenador do Projeto Aquiflora, José Salim, e o presidente da Colônia de Pescadores de Upanema, José Francisco dos Santos (Dedé) reuniram-se com o coordenador Estadual do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), José Eduardo Alves Wanderley, para discutir o peixamento de açudes comunitários de Upanema neste ano. O encontro foi realizado nessa terça-feira (11) e culminou no compromisso de doação de 60 mil alevinos por parte do Departamento.